Por Filipe Germano - 31/10/2018, 18:25

O FRACASSO LULA

O historiador Marcos Antônio Villa apresenta, em artigo publicado, o grande derrotado da eleição presidencial, que nem de longe podemos atribuir ao professor Fernando Haddad, este termo é atribuído ao ex-presidente, e hoje encarcerado, Luís Inácio Lula da Silva.


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O historiador Marcos Antônio Villa apresenta, em artigo publicado, o grande derrotado da eleição presidencial, que nem de longe podemos atribuir ao professor Fernando Haddad, este termo é atribuído ao ex-presidente, e hoje encarcerado, Luís Inácio Lula da Silva.

Essa derrota, fragorosa, vergonhosa e destruidora foi atribuída, sim, ao ex-presidente Lula, e de uma forma acertada, nenhum outro integrante do PT, nem de longe teve a astucia de Lula, que articulou, manobrou, de dentro de uma cela, os passos do Partido e seus bajuladores.

Villa é bem direto ao afirmar que devido ao apoio popular e à memória dos êxitos dos seus oito anos de governo. Lula, era considerado o maior líder popular da História do Brasil. Muitos, inclusive, o colocavam como uma das últimas grandes lideranças do mundo contemporâneo. Era imbatível.

O erro de Lula foi pensar que o cumprimento de sua condenação em regime fechado potencializaria ainda mais a sua candidatura e que na pior das hipóteses elegeria qualquer um que fosse o seu escolhido. Com a confirmação pela turma do TSE, que um condenado em segunda instância não poderia ser candidato, como base na lei da Ficha Limpa, as intenções de Lula foram por água abaixo, e como foram.

Mas o sentimento de líder, grande líder, lhe deu a autonomia de continuar sua intenção, eleger um escolhido, estabelecendo como base que o indicado seria facilmente eleito, independente de quem fosse o “poste”.

Fernando Haddad foi o escolhido para substituir Lula na cabeça de chapa, o que já soava no início como uma derrota. Escolher um derrotado, a menos de dois anos, é no mínimo duvidar da capacidade de pensar das pessoas. Sim Haddad também foi derrotado, não com grande e vergonhosa proporção como foi em 2016. Villa aponta em sua publicação que escolhido de lula em São Paulo enfrentou um neófito na política – João Doria – e perdeu a reeleição no primeiro turno. E mais, não venceu em nenhuma das 38 zonas eleitorais da capital paulista. Perdeu nas regiões ricas, entre a classe média e na periferia. Mas era um nome de confiança do Lula justamente pela tibieza eleitoral. Seria mais fácil controlá-lo em toda a campanha. E, neste caso, Lula estava certo.

Haddad durante toda a campanha obedeceu fielmente aos mandamentos vindos do presidio, enviados por Lula, e para manter de pé a candidatura Haddad era essencial, indispensável, isolar em um gueto, Ciro Gomes. O que muito bem foi feito. Não tem como negar que o ex-presidente passou por cima de tudo e de todos.

Mesmo com as mais indescritíveis manobras, Lula não teve êxito, não conseguiu elevar Haddad a liderança. O único êxito foi chegar ao segundo turno. Neste o contexto tomou outras proporções, de acordo com o historiador era necessário um último golpe: transformar seu marionete em símbolo da civilização contra a barbárie, em representante da democracia, em defensor da Constituição, em símbolo da moralidade republicana.

Não temos como negar o fracasso de Lula, como bem descreve Villa “Desta vez, Lula fracassou. É o caminho do fim. O Brasil está se libertando do presidiário. Isto não tem preço. Significa que a República está renascendo. Que os valores construídos ao longo da nossa história possam novamente nortear a disputa política. Virar esta página é fundamental. E o Brasil o fez no dia 28 de outubro de 2018”.

Resta saber o que nos reserva as próximas páginas desta história política do Brasil.


Fonte: Escrito por Filipe Germano (historiador) com base nas informações do Artigo do Prof. Villa no Correio Braziliense e Estado de Minas: “Lula foi o grande derrotado”.
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