Condenação - 18/11/2020, 07:42

Réu é condenado a 20 anos de prisão por matar a companheira com 14 facadas

O Tribunal Popular do Júri condenou o réu Antuniel Alves de Sousa a 20 de anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da companheira dele, Lorrany Thalya dos Santos Costa, 22 anos. Ela foi morta em maio de 2019 a facadas em um apartamento no Residencial Torquato Neto, zona Sul de Teresina. 


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O Tribunal Popular do Júri condenou o réu Antuniel Alves de Sousa a 20 de anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da companheira dele, Lorrany Thalya dos Santos Costa, 22 anos. Ela foi morta em maio de 2019 a facadas em um apartamento no Residencial Torquato Neto, zona Sul de Teresina. A jovem tinha uma filha com o acusado. Veja a sentença

“O Ministério Público do Estado do Piauí teve a sua tese ministerial acolhida integralmente pelo Conselho de Sentença e conseguiu a condenação do réu”, disse o promotor de justiça, João Malato Neto.

Segundo o promotor, consta dos autos que Antuniel Alves de Sousa atacou Lorrany com duas facas por ciúmes.

“Munido pelo sentimento exacerbado de ciúmes que nutria pela vítima, muniu-se de duas facas e atraiu-a até o quarto do casal, onde passou a espancá-la impiedosamente e, em seguida, desferiu-lhe criminosamente 14 facadas, que ocasionaram a sua morte”, afirmou o promotor.

O réu Antuniel Alves de Sousa começou a ser ouvido no fim da manhã. O Cidadeverde.com apurou que ele chorou, demonstrou arrependimento e declarou que amava a vítima. Durante o interrogatório, o acusado de feminicídio ainda alegou "que foi traído", mas "não queria matar".

Quatro mulheres e três homens formaram o Conselho de Sentença. O julgamento foi presidido pelo juiz Sandro Francisco Rodrigues, da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri.

Familiares da vítima acompanharam o julgamento na parte de fora do tribunal por causa das medidas de distanciamento contra a propagação do coronavírus. A espera por justiça começou logo nas primeiras horas do dia. "Esperamos por justiça, a maior condenação possível apesar de não pagar pela morte dela, mas pelo menos é o nosso dever lutar por essa justiça por ela", afirmou a irmã Mayra Ravena Costa.

 


Fonte: Cidade Verde
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